Friday, August 18, 2017

E Silvia Guerra mais uma vez


Atropo

Silvia Guerra

Ni mía.
Ni de nadie. Nada.
Yescas, hojillas. Viento de hoja seca.
En la mañana azul, la blanca brisa y el perverso anhelo
El ir queriendo, la cabeza la cara con eczemas, al viento.
Baja por esa soleada correntada nítida y precisa
en el perfil, en el medio atroz de la figura.
El agua en la mirada que se enfrenta y es un rostro sin
alma
que se escapa para llenar ese otro rostro de silencio
para llenarlo con el hilo libado de los sueños, en la
niebla.
La sombra sin atrás, sin cuerpo que refleje, la pura
sombra.
La sombra pura que maltrecha de sí logra extenderse, asirse
sobre un suelo, cubrir la heroica superficie agreste
eber hacia el desierto como un canto como un sonido
/largo,
una oquedad nimbándose desde el cobre central,
/dulcísimo
metal, que envuelva.
Y afuera entre las casas, dispersamente lejos
conjunto de hábitos, manteles, pequeños telares
enardecidos
de gardenias. Y afuera lejos, la tarde que se curva
las primeras estrellas. ¿Para siempre?


ATROPO

Nem minha.
Nem de ninguém. Nada.
Estopas, folhinhas. Vento de folha seca.
Na manhã azul, a branca brisa e o perverso desejo.
O ir querendo, a cabeça com o rosto de eczemas, ao vento.
Baixa por esta ensolarada corrente nítida e precisa
no perfil, e em meio à atroz figura.
A água no olhar que se enfrenta é um rosto sem
alma
que se escapa para preencher esse outro rosto de silêncio
para preencher com sonhos os fios bebidos na
névoa.
Sem sombra atrás, sem corpo que reflita a pura
sombra.
A sombra pura que agredida por si logra estender-se, apossando-se
do solo, cobrindo a heroica superfície agreste
do outro lado para o deserto como um canto como um som
/ largo,
uma cavidade aureolando-se do cobre central,
/ dulcíssimo
metal, que envolve.
E lá fora entre as casas, dispersamente longe
conjunto de hábitos, toalhas de mesa, pequenos teares
enfeitados
de gardênias. E lá fora longe, a tarde que se curva
às primeiras estrelas. Para sempre?


Ilustração: Volte Cupole Soffitti. 

POEMAS MAL COMPORTADOS


SUCESSO                                                                          

Para João Vitor Ribeiro

Ah! Que alegria!
Fiz a minha bichectomia
e deu tão certo
que meu rosto adquiriu um ar juvenil.
De tão feliz
mandei meu bofe lamber ponta de fuzil!

Ilustração: Dr. Gustavo Alvarez. 


Outra poesia de Ricardo Miguel Costa

CONCERT                                                                              
Ricardo Miguel Costa

Aseguran que al hombre
se lo conoce por su silencio.

Pero jamás mujer alguna
tocó mayor música
que su cuerpo desnudo.

Él la escucha con pasión
y la recibe plenamente,
a voluntad.
Es más, la aplaude de pie
pero se reserva secretamente
la fiebre del sonido.

Moraleja: el hombre es un sordo
abandono de sí mismo.

(apenas una campana golpeando
bajo el agua)

                                 
CONCERTO

Asseguram que ao homem
o conhecem pelo seu silêncio.

Porém, jamais mulher alguma
tocou maior música
que seu corpo nu.

Ele a escuta com paixão
e a recebe plenamente,
à vontade.
Além disto, a aplaude de pé,
porém, se reserva secretamente
à febre do som.

Moral da história: o homem é um surdo
abandono de si mesmo.

(Apenas um sino tocando
debaixo d'água)


Wednesday, August 16, 2017

Outra poesia de Silvia Guerra


Láquesis

Silvia Guerra

Es un prisma. Es un prisma que gira.
Es un prisma que fragmenta la luz, la descompone.
Es un sueño la luz.
Es un sueño la luz que se repite.
Es un espacio verde, que se hiciera
Hay dos amordazados en la luz
en el preciso verde.
Gira una vez el prisma y se hizo tarde.
Gira una vez la luz y hay un zapato suspendido en la
esquina un montón de arañitas verdes, casi transparentes
que caminan incendiándose el lomo
sobre una tela casi transparente
que no deja respirar a los que de una manera
casi transparente
empiezan a quemarse.
Afuera, alguien salta tratando de mirar por la ventana
un golpe apenas en el vidrio, una marca de sangre.
Y es la luz, los irisados tonos de la angustia.
Crujiendo, desde la lluvia verde
Casi transparente.

LAQUESIS

É um prisma. É um prisma que gira.
É um prisma que fragmenta a luz, a decompõe.
A luz é um sonho.
É um sonho a luz que se repete.
É um espaço verde que se fez
Há dois amordaçado na luz
no preciso verde.
Gira uma vez o prisma e se faz tarde.
Gira uma vez a luz e há um sapato suspenso na
esquina um monte de vasinhos verdes, quase transparentes
que caminham incendiando-se o lombo
sobre uma tela quase transparente
que não deixa respirar aos que de uma maneira
quase transparente
começam a queimar-se.
Lá fora, alguém salta tentando olhar pela janela
um golpe apenas no vidro, uma marca de sangue.
E  é a luz de leves tons iridescentes de angústia.
Rugindo, desd’a chuva verde
Quase transparente.

Tuesday, August 15, 2017

Outra poesia de Liliana Ponce


4                                                                        

Liliana Ponce

La distancia se moldea con los objetos,
retrocede y avanza-
fuego fatuo de la Reina de senos desnudos,
en mi mano deja ahora un cristal
tallado cuidadosamente a la hora sexta,
mientras el viento recorre curvas irreales.
-Sin sol no podré despertar,
sin sol, Reina, no podré besarte.


4

A distância se molda com os objetos,
retrocede e avança-
fogo fátuo da Rainha de seios desnudos,
na minha mão deixa agora um cristal
cuidadosamente esculpido na sexta hora,
enquanto o vento recorre às curvas irreais.
-Sem o sol não poderei despertar,
sem sol, Rainha, eu não posso te beijar.


Ilustração: Somos o espírito em corpo humano – Sapo. 

POEMAS MAL COMPORTADOS

DESABAFO                                                                                                                        

Eu gritei: -Traidora!Traidora!
O coração doendo,
o sentimento de que te perdendo
via o meu mundo desabar.
-Traidora! Traidora!
Me danei a gritar
para ver se fechava a ferida
que não parava de sangrar.
Mas, te xingar, te exorcizar,
te atormentar
não resolveu nada.
Tua traição foi a pancada
que destroçou meu coração.
E, agora, sigo vivendo
esta vida sem razão,
sem ilusão.
Ah! Traidora!
Adoraria não saber de tua traição.

Ilustração: Subvertidas-blogger. 

Monday, August 14, 2017

POEMAS MAL COMPORTADOS

 
PROGRESSO NO DESPACHO                    
Antes, nesta cidade desalmada,
não havia uma funerária
com um local assim,
com um lugar para velório tão bonito!
Ah! Meu bem, acredito
que, agora, seu coraçãozinho,
que andava abalado,
já pode ficar descansado;
já pode ter um fim à altura.
Ò minha bela criatura!
Até que, enfim, se partir, se descansar
já poderemos te velar
como bem merece
num lugar tão delicado
que teu velório
para sempre será lembrado!


Uma poesia de Ricardo Miguel Costa

DANZA CURVA                     

Ricardo Miguel Costa

Con un cuchillo la vastedad es inmediata.
Tomar un bocado o cometer un crimen, pueden ser
dos extremos posibles para el ánimo de quien lo empuña.
Para el que mata, el corte es una danza curva
contra el cuello.
Para el hambriento, el corte contra la carne
es la bendición de su miseria.
Pero el que hunde la palabra cuchillo en un poema
corta y troza sin bendiciones ni danzas.
El poema puede ser un tajo luminoso que separa la carne
de tu alma para flotar.
Sólo en la voracidad del hambre está la inmediatez.
La vastedad; en el temor de la víctima y en el vértigo
de quien escribe.


DANÇA CURVA

Com uma faca a vastidão é imediata.
Cortar um bocado ou cometer um crime, podem ser
dois extremos possíveis para o humor de quem a empunha.
Para matar, o corte é uma dança curva
contra o pescoço.
Para os famintos, o corte contra a carne
é a bênção de sua miséria.
Porém, a palavra faca para mergulhar num poema
corta e troça sem bênçãos nem danças.
O poema pode ser um corte luminoso que separa a carne
de tua alma para flutuar.
Só a voracidade da fome é imediata.
A vastidão;  no temor da vítima e na vertigem
de quem  escreve.


Ilustração: GoioNEWS. 

POEMAS MAL COMPORTADOS

Planejamento de parceria eterna              
Vou te dar de presente,
meu amor,
um lugar onde para sempre
você vai ficar.
Nem precisa me agradecer,
porém, te digo
que já consegui teu jazigo,
e reservei, ao lado, o meu
para permanecer sempre contigo.
Será um lugar,
onde mais tarde,
seremos felizes para sempre,
a nossa morada eterna
já pré-determinada.
E, com a beleza
de ter sido comprada
em suaves prestações
e com promoção de cinquenta por cento.
Pode providenciar seu testamento. 

Ilustração: O Caronte. 

Thursday, August 10, 2017

TEU RETRATO À LA VAN GOGH


Brinco com teus cabelos 
como se fossem grãos de areia.
Passeio por tua pele 
com a mansidão de quem anda numa teia.
E sonho com teus olhos, 
que sempre me parecem sóis,
num suave leito de delicadas 
pétalas de girassóis,
sem conseguir fechar 
o quebra-cabeça mágico
que te faz, ser assim, 
para mim, 
eternamente bela. 


Wednesday, August 09, 2017

A ESTRANHA PRESENÇA DO AMOR



A vida voa..                                                                 
A vida segue vai...
Vai...
E, alguma coisa, que fica para trás
É como se não tivesse ido.
Lutas, com o coração ferido,
Contra a sensação do tempo perdido
Enquanto me sinto angustiado
Por querer sentir o tempo ao teu lado.  
Nos vemos assim
Como dois seres queridos
Que se estranham
E já nem sabem
Recuperar a beleza do amor passado.

De repente, falamos línguas diferentes
Ou, quem sabe, um de nós,
Ou até mesmo os dois,
Perdeu completamente a lembrança
De todo amor que antes tivemos.  
E tudo aconteceu tão lentamente
Que já nem compreendo
Como nos perdemos
Estando, como estamos, sempre juntos.
E mesmo quando usamos
As mesmas palavras
Tratamos, na verdade,
De dois assuntos.


Ilustração: rádio blink 102 fm. 

Tuesday, August 08, 2017

FUGA PARA O ETERNO





É tudo que nem no ar existe,      
E, além de nós, se expande e paira
É a sorte, se é que sorte há, de não saber  
Qual a grande diferença entre um rap e uma fuga de Bach.
É, se possível, um êxtase num bar     
De um asceta que viveu para pecar....

Talvez seja o que em mim sempre faltou,
Uma fé, uma crença, algo que me ultrapasse,
Me faça sério em meio à gargalhada, 
Como se tivesse compreendido o sentido        
De toda música resultar no nada
E no silêncio ser tudo traduzido.

Ilustração: La Nación. 

Monday, August 07, 2017

Uma poesia de Camila Sosa Villada

LLORAR POR UN HOMBRE                                                                 
Camila Sosa Villada 

Llorar por un hombre había pasado de moda,
Y sin embargo yo estaba sentada a la mesa,
Mirando la bahía de cemento que se abría
Ante mi ventana
Y las lágrimas caían como espinas,
Sobre el plato de comida que se había enfriado de tanto esperar mi boca.
Sobre el pan insoportable que se endurecía imperceptiblemente.
La ciudad ya tenía su perfume, su ritmo al caminar,
Mi casa ya tenía su ternura, mi cama su perfil,
Mis ojos ya tenían su sonrisa.
Y yo pensé… a los treinta ya pasó de moda llorar por un hombre.
Entonces aproveché y lloré también por los bosques talados,
Por los huérfanos y por los que se mueren sin un juicio justo.
Lloré por los caminos que corrí en mi infancia y que ya no serán
Ni así de bellos ni así de inmensos…
Por cómo se ha empequeñecido lo inmenso en todos estos años.
Por los años que pasan para mis padres que parecían inmortales
Y ahora son tan sólo mis padres, tan vulnerables como yo.
Lloré porque en el fondo siempre supe que la mitología
Ordinaria que sustituía la felicidad
Era tan sólo una réplica de los deseos que llevaba por dentro.
Lloré por las cosas perdidas, las cosas robadas,
Las cosas que se rompieron y que dan pena que se rompan.
Por las medias que se corren, los ruedos que se descosen,
Los cuellos que se manchan.
Lloré por los recuerdos que me hacían lloran en otros tiempos,
Por las piedras que no sienten el calor del sol
Y por los árboles que se secan sin que nadie los abrace.
Lloré por Lorca y su cuerpo pequeño contra un paredón,
Y todo su temblor me hizo temblar en silencio.
Lloré por mi cuerpo que sigue resistiendo,
Con toda sus fortalezas alertas, con sus fuegos encendidos,
Con su latente violencia para atacar aquello que nos hiere.
Pobre cuerpo mío! Cómo no haberte amado más.
Ahora es tarde para morir y llorar por un hombre está pasado de moda.
Lloré por los pianos, por las flautas, por las trompetas,
Por las lágrimas de Billie Holiday que no son debidamente respetadas.
Lloré por todos mis hondos sacrificios,
Por lo que cae en saco roto,
Por los viejos y sus conciencias desoladas,
Por los locos y la saudade de sus misterios.
Lloré por los cuadernos que no guardé,
Por las hojas que me llevaron años escribir y quemé en un arrebato.
Por las cartas de amor y por todas las tristezas de mis amigos.
Por dentro me repetía que llorar por un hombre estaba pasado de moda.
Entonces continué moqueando por las puertas cerradas y 
Por tener que comenzar a poner las llaves de nuevo.
Por las corazas de nácar que habré de construirme,
Las armaduras de acero con que protegeré mis rondas.
Lloré por mi misma, y por el desamparo de esas noches que se hacían amanecer y yo no había subido a un solo auto,
Y ningún cliente me había hecho la caridad.
Lloré por las prostitutas y por los muros.
Los muros que separan los juegos de los niños con otros niños.
Por los sueños que enterré en un lugar que no recuerdo,
En patios que ya no existen.
Por los viajes que me alejaban de mi casa,
Por la ruina en que se convierte todo lo que no se da
Y lo arduo de restaurar eso que se ha guardado.
Lloré por los brazos de mi viejo que levantaban piedras
Para levantar su casa, y más allá, en el mismo orden natural,
Los pájaros que construían sus nidos.
Lloré por mi madre, que la vi llorar y no supe consolarla.
Por los amigos que ya no veo, por las mascotas que ya no están.
Por las mudanzas que siempre te obligan a perder algo.
Por el mar, ay! Lloré tanto por el mar que de repente apareció el consuelo:
Viniste al mundo cubierta de sangre y esa nostalgia es sagrada.
Todo lo que me honra se ha bautizado con lágrimas.


Chorar por um homem

Chorar por um homem havia ficado fora de moda,
E sem embargo, eu estava sentada à mesa,
Olhando a baía de cimento que se abriu
Ante minha janela
E as lágrimas que caíam como espinhos,
Sobre o prato de comida que havia esfriado de tanto esperar minha boca.
Sobre o pão insuportável que endurecia imperceptívelmente.
A cidade já tinha seu perfume, seu ritmo ao caminhar,
Minha casa já tinha a sua ternura, minha cama seu perfil,
Os meus olhos já tinham o seu sorriso.
E eu pensei ... aos trinta já passou da moda chorar por um homem.
Então aproveitei e chorei também pelas florestas desmatadas,
Pelos órfãos e por aqueles que morrem sem um julgamento justo.
Chorei pelos caminhos que corri na minha infância e já não seriam
Nem tão belos nem tão imensos ...
Por como tem diminuido o imenso em todos esses anos.
Pelos os anos que passam para os meus pais que pareciam imortais
E agora, são tão só meus pais tão vulneráveis ​​como eu.
Chorei porque no fundo eu sempre soube que a mitologia
Ordinária que substituía a felicidade
Foi apenas uma réplica dos desejos que levara por dentro.
Eu chorei pelas coisas perdidas, as coisas roubadas,
As coisas que se romperame que dão pena que se rompa.
Pelas calças que correm, pelas muralhas que se desmancham,
Pelos pescoços que se mancham.
Chorei pelas memórias que me faziam chorar em outros tempos,
Pelas pedras que não sentem o calor do sol
E pelas árvores que se secam, sem ninguém para abraçar.
Chorei por Lorca e seu corpo pequeno contra um paredão,
E tudo o seu tremor me fez tremer em silêncio.
Chorei por meu corpo que segue resistindo,
Com todos as suas fortalezas alertas, com seus fogos acendidos,
Com sua violência latente para atacar o que nos dói.
Pobre corpo meu! Como não haver te amado mais.
Agora é tarde a morrer e chorar por um homem está fora de moda.
Eu chorei pelos pianos, pelas flautas, pelos  trompetes,
Pelas lágrimas de Billie Holiday que não são devidamente respeitadas.
Chorei por todos os meus profundos sacrifícios,
Pelos que caíram em ouvidos surdos,
Pelos velhos e suas consciências desoladas,
Pelos loucos e a saudade de seus mistérios.
Chorei pelos cadernos que não guardei,
Pelas folhas que me levaram anos para escrever e queimei em um momento.
Pelas cartas de amor e por todas as tristezas dos meus amigos.
Dentro me repetia que chorar por um homem havia passado da moda.
Então, continuei fungando pelas portas trancadas e
Por ter que começar a colocar as chaves de volta.
Pelas conchas de pérolas que terão de construir-me,
As armadura de aço com que protegerei minhas rondas.
Chorei por mim mesma, e pelo desamparo daquelas noites que se faziam amanhecer e eu não havia subido a um único carro,
E nenhum cliente tinha me feito a caridade.
Chorei pelas prostitutas e pelos muros.
Os muros que separam as crianças dos jogos com outras crianças.
Por sonhos que enterrei em um lugar que eu não me lembro,
Em pátios que não existem mais.
Pelas viagens que me levaram para longe da minha casa,
Pelas ruínas em que se converteram tudo que não se ,
E o árduo  de se restaurar o que foi guardado.
Chorei pelos braços de meu velho que levantavam pedras
Para construir a sua casa, e não só, na ordem natural,
Os pássaros que construíam os seus ninhos.
Chorei por minha mãe, que vi chorar e não sabia consolar.
Pelos amigos que já não vejo, pelos animais de estimação que não estão.
Pelas mudanças em que sempre se é obrigado a perder alguma coisa.
Pelo mar, ai! Chorei tanto pelo mar que, de repente, apareceu o conforto:
Vinheste ao mundo coberta de sangue e esta nostalgia é sagrada.
Tudo o que me honra foi batizado com lágrimas.

Ilustração: Oba Oba.